22 outubro 2017

DAILY | Ser feliz, todos os dias

Não há dia em que não sorria, em que não dê aquela gargalhada que me ponha lágrimas na cara e me faça ficar cheia de calor. Às vezes, sorrio sem motivo (chamem-me maluca), mas não acho que para sorrir seja necessário ter um propósito. O facto de acordar já me deixa numa extrema felicidade (talvez possa considerar isto um motivo). Por acaso já pararam para pensar que de todas as vezes que acordam é o universo (ou Deus, não sei em que acreditam) a dar-vos mais uma oportunidade para fazer algo novo acontecer e tornar o mundo melhor? A sério, só o facto de acordarmos já é um motivo para ficarmos felizes.

Mas, felizmente, também tenho outros motivos que me fazem sorrir todos os dias. Motivos vários e até improváveis (para alguns): desde o sorriso que dou ao olhar pela janela enquanto bebo o meu chá, passando por aquele sorriso que dou ao sentir a brisa da manhã invadir a minha face, à gargalhada que dou quando estou na escola e alguém diz algo que me faça rir até não poder mais, até àquele sorriso parvo que dou quando vejo aquela pessoa especial (que muito provavelmente nem sabe da minha existência).

Adoro sorrir, adoro estar feliz, adoro olhar à minha volta e ver as pessoas felizes, principalmente quando são pessoas próximas de mim. Se há coisa que me alegra é ver os que me são queridos com um sorriso de orelha a orelha. Claro que, apesar de toda esta felicidade, também tenho os meus momentos mais infelizes. Mas apesar disso, eu tento sempre tirar algo bom das coisas negativas: ou uma lição para a vida ou um incentivo para fazer algo até então nunca feito. Sinto que esse é o segredo da felicidade. Ver sempre o bem em tudo, mesmo quando aparentemente não há um bem.

Pessoas desse lado que acham que não há motivo para sorrir: sorriam, mesmo sem motivo. Acreditem que isso vos vai tornar mais felizes. Mas se por acaso quiserem um bom motivo para sorrir eu posso ajudar. Roubando a deixa à Filipa Gomes: comam bem e sejam felizes (a sério, se não ficarem felizes com comida, então vocês tem mesmo um problema).

Digam-me que não sou só eu que fecha os olhos quando ri


13 outubro 2017

SÉRIES | The Handmaid's Tale

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The Handmaid's Tale é uma série inspirada no romance da escritora canadense Margaret Atwood e tem como protagonista June, que depois passa a chamar-se Offred (que significa 'do Fred'), uma mulher que tinha um trabalho, amigos e uma família mas que vê tudo isso ser despedaçado quando o país em que nasceu, Estados Unidos, se transforma na República de Gileade, uma república em que tudo se baseia na 'lei divina'. Nesta nova república, os homens, essencialmente os mais poderosos e com mais posses económicas, são quem está no topo e quem governa este novo regime. As mulheres são as que padecem. não tem quaisquer direitos, não podem trabalhar, não podem ler seja o que for nem podem possuir bens ou controlar dinheiros.

Nesta sociedade, as mulheres são divididas em categorias: as que são férteis e as inférteis. As primeiras, chamadas de servas, são mandadas para uma família poderosa com o intuito de darem filhos ao casal infértil. Desta forma, todos os meses, uma vez por mês (no dia em que a probabilidade de engravidar é maior) são violadas pelo seu comandante enquanto estão deitadas entre as pernas da esposa deste (do género de uma passagem bíblica). Se não engravidarem são mandadas para as colónias, se engravidarem, após um certo tempo depois do nascimento do filho, são entregues a outro casal infértil. As que não são férteis são chamadas Marthas e são as empregadas dos casais. Para além destas existem ainda as "instrutoras" das servas. Caso as mulheres digam ou façam algo que não é permitido, são punidas fisicamente e podem até mesmo ser condenadas à morte, se a infração for considerada grave.

Neste regime, ler não é permitido assim como ouvir música ou ver televisão, ser homossexual é considerado imoral e quem o for, é severamente punido e as mulheres estão proibidas de saírem do Gileade, mesmo as esposas dos comandantes.

Porque é que esta serie é importante?

Basicamente porque apesar de ser ficção, o que aqui se passa não é impossível de um dia acontecer na vida real. Hoje em dia, o número de mulheres (e homens também) que são inférteis está a aumentar, o que está a originar uma queda na natalidade e uma diminuição da população. Ao longo dos anos, já várias pessoas se manifestaram contra o aborto e muitas vezes utilizando Deus como justificação

Mas é possível regredir assim nos tempos, depois de tudo o que alcançamos?

Infelizmente, sim, é. Apesar de estarmos cada vez mais evoluídos, não nos podemos esquecer que ainda há pessoas cuja mentalidade não muda. Ao ver esta série apercebi-me do quão importante é estar acordado (utilizando a expressão utilizada por June), ou seja, estar atento a tudo o que está à nossa volta, mesmo aquelas coisas que parecem não importar. Caso contrário, podemos acordar tarde de mais e já não haver forma de voltar atrás.

Esta série fez-me ver o mundo de outra forma. Fez-me olhar para as coisas de outra maneira. Fez-me olhar em redor e perceber todos os detalhes que outrora não me importavam. Acima de tudo, abriu-me os olhos e mostrou-me um mundo que eu não quero conhecer mas que estou perto disso

Sem duvida das melhores séries que vi este ano! Vocês já viram? Ficaram curiosos?


Informação provavelmente nada relevante: a Poussey está de volta!! (pessoas que vêm OITNB vão entender)